Resumo
Os profetas menores não são chamados
de menores porque eram pequenos em estatura ou porque eram de menor
importância que os demais profetas, como Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel.
Eram chamados assim porque suas profecias abrangiam, ou menos atividades, ou
menos tempo ou eram menores em tamanho, sendo normalmente mais concisas,
específicas e diretas.
A época abrangida destas
profecias vai desde a ruptura do Reinado Unido dos Judeus, criando-se dois
reinos, Judá - com a tribo de Judá e Benjamim, e o reino de Israel - com as 10
tribos restantes (aproximadamente em 932 AC), até o retorno de Neemias do cativeiro (mais ou menos 440 AC).
Convém ainda citar, que os
profetas saíram do povo, do interior, nunca dos sacerdotes ou dos
estudiosos da lei. “Nenhum profeta nasceu em Jerusalém, embora fosse a
cidade em que muitos testemunharam e muitos foram mortos. Jerusalém matava os
profetas, mas não os enviava. Antes foram enviados das regiões montanhosas e
aldeias rurais.”
Dos cerca de 350 anos que
abrange as profecias dos profetas (maiores e menores), por quase 300 anos a
maioria do povo judeu ficou cativo, alguns presos em território alheio (Assíria
e Babilônia-Caldéia). Somente com a queda da Babilônia pelos Medos e Persas é
que o povo judeu foi libertado. Mas não houveram mais reis, somente a união do
povo para a reconstrução do templo, para a busca das verdadeiras prioridades e
para servir ao Deus Único.
Mas logo vem o cativeiro novamente,
só que dentro de seu próprio solo. Os romanos invadem a região e a maioria
dos territórios existentes na época, impondo o império Romano e boa parte das
leis romanas aos conquistados. É neste cativeiro que aparece a Vida e Obra de Nosso
Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Prometido, o Libertador do povo de todo
opressor. O Messias teria a missão de retirar o povo do cativeiro e reinar
sobre ele, já que não havia mais reis decentes.
Os profetas pregavam publicamente
contra os atos contrários à religião, procurando restabelecer a antiga crença
em Jeová, a ordem e a tradição. Portanto ao efetuar o estudo dos profetas,
estamos estudando os precursores de Jesus Cristo. As pessoas que, por
intermédio da revelação Divina, falam das dores do presente oriundas da
desobediência e idolatria, e da redenção futura através do Messias.
Nada ilustra mais a necessidade
destas profecias e nada deveria ser mais gratificante que os dizeres do profeta Habacuque. O profeta está rodeado por todos os lados pela injustiça
triunfante e não castigada. A princípio seu clamor pelo julgamento, como o
clamor de todos nós e dos judeus da época do cativeiro, aparentemente não é
ouvido por Deus. Quando finalmente é respondida a sua oração e pronunciado o
julgamento, ele fica mais surpreendido, porque os agentes do julgamento de
Deus, os caldeus ou Babilônicos, são ímpios e mais dignos de castigo que suas
vítimas (os Assírios). Habacuque está cheio de dúvidas. Mas, felizmente, ele
leva a sua inquietação a Deus que logo a dissipa, e apresenta uma solução dos
seus problemas resumida na declaração que é o coração do livro - “O justo
viverá pela fé (2:4)” (uma das 5 vezes somente que a palavra fé é citada no
Antigo Testamento). Isso quer dizer que, por muito tenebroso que se apresente o
futuro e por muito triunfante que pareça o mal, o homem justo não deve julgar
pelas aparências, mas sim pela Palavra de Deus. Embora os ímpios vivam e
prosperem nas suas impiedades e os justos sofram, estes últimos devem viver uma
vida de fidelidade e confiança (resumo da significação da palavra fé).”
Na ordem cronológica, esses fiéis mensageiros
e atalaias de Deus situam-se nas seguintes épocas antes de Cristo, segundo as
melhores cronologias:
OBADIAS, 864 a.C.
JOEL, 829 a.C.
OSÉIAS, 770 a.C.
AMÓS, 767 a.C.
JONAS, 767 a.C.
MIQUÉIAS, 744 a.C.
NAUM, 635 a.C.
SOFONIAS, 624 a.C.
HABACUQUE, 606 a.C.
AGEU, 522 a.C.
ZACARIAS, 521 a.C.
MALAQUIAS, 397 a.C.
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